and so it is
eu sempre amo pessoas aleatórias. todas que amo são lindas, sim, mas nenhuma delas tem chance de me completar (sou exigente demais e nunca encontrei quem me completasse e me amasse ao mesmo tempo). e mesmo assim, me apaixono, sabendo que não há como dar certo por muito tempo, que o desejo e o carinho vão passar com o comodismo. idealizo, como de costume, mas não tenho a coragem de seguir em frente.
e quando digo coragem, digo de mente e sentimento. nunca fui bom com as mulheres, isso é fato, e nunca fui conquistador. sempre me sinto menos, menos lindo, menos forte, menos gente. meu pessimismo homeopático. meu coração me acanha, me faz dizer que não, enquanto a mente afirma que, mesmo se for, não vai durar.
mas o coração insiste, o corpo chama, e mais uma vez faço planos pra tentar alguma coisa. ainda sem amor, sem alvo, mas com uma intensa vontade de viver.