fevereiro
entre as luzes cruas do
falso poste atrás
das cinzas persianas desbotadas
ele permanece ali sentado
dor nas pernas, mas ainda
a caneta como um dedo
indicando o caminho mais curto
e os olhos que só desejam
poderem ler no escuro.
seu nariz ainda julga sentir
naquele não-cheiro da chuva
o cheiro dos cabelos
esquecido nas noites de chuva
isso é sentimento de poeta
ela disse
então você também sente;
diz por que fica só nisso?
agora eu e ele somos um
sou poeta, sou desejo,
e chuva, sangue e lágrimas se juntam
pingando na luz crua e refletida da manhã.
falso poste atrás
das cinzas persianas desbotadas
ele permanece ali sentado
dor nas pernas, mas ainda
a caneta como um dedo
indicando o caminho mais curto
e os olhos que só desejam
poderem ler no escuro.
seu nariz ainda julga sentir
naquele não-cheiro da chuva
o cheiro dos cabelos
esquecido nas noites de chuva
isso é sentimento de poeta
ela disse
então você também sente;
diz por que fica só nisso?
agora eu e ele somos um
sou poeta, sou desejo,
e chuva, sangue e lágrimas se juntam
pingando na luz crua e refletida da manhã.